terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Dia do Professor(a)


O DIA DO PROFESSOR(A)

Mais uma vez celebramos o 15 de outubro, DIA DO PROFESSOR(A).
Profissão tão enaltecida nos discursos e nas propagandas que apresentam a EDUCAÇÃO como redenção da sociedade. A figura abnegada do professor é apresentada como aquela capaz de garantir o futuro de todas as outras profissões, bem como o sucesso de nossa nação e que portanto é merecedor de todo o respeito,  reconhecimento e honrarias.
É uma pena que todo esse “reconhecimento” fique no campo das ideias e dos discursos fáceis proferidos por aqueles que buscam capitalizar algo tão na moda e que constantemente aparece como uma das maiores preocupações de nossa sociedade.
Mas o que vivemos enquanto profissionais da educação é uma realidade bem menos glamourosa. Ela é dura e cruel muitas vezes, onde o reconhecimento da importância de nossa profissão praticamente inexiste, onde somos invariavelmente apontados como os maiores culpados pelo fracasso de nossos sistemas educacionais, uma vez que, segundo muitos “especialistas” e tantos outros que se consideram “experts” em educação (mas que mal pisaram ou simplesmente nunca pisaram em uma sala de aula na condição de professor), porque somos mal preparados, porque não compreendemos a “realidade” do aluno, porque não somos capazes de tornar o ambiente escolar atrativo ou porque carregamos tantos outros “defeitos” que recaem sobre nossos ombros.
Outro assunto relacionado à nossa profissão que já se tornou uma “unanimidade” entre os “especialistas e experts” em educação e que é constantemente lembrado pela sociedade, é que somos mal remunerados, que deveríamos exercer uma jornada de trabalho menor, que o nosso tempo de trabalho fosse ocupado não apenas com a tarefa de ministrar as aulas, mas que parte de nossa jornada de trabalho fosse consumida em aperfeiçoamento e preparação de aulas.
E como se não bastasse, somos muitas vezes obrigados a conviver com a violência, não só na condição de espectador, mas nos tornando também vítimas, seja ela verbal, física ou psicológica, como podemos verificar muitas vezes ao vivo ou através dos meios de comunicação.
Mas apesar de tanta preocupação, de tanto interesse público, seguimos nossas vidas e nossas jornadas inalteradas, uma vez que essa comoção nacional em torno da educação e da figura do professor não vai além dos discursos e das propagandas dos oportunistas.
Assim continuamos realizando nosso trabalho, dia após dia, na grande maioria das vezes de forma silenciosa, alternando bons e maus momentos, acertando e/ou errando (que é algo inerente ao ser humano), sabendo que o reconhecimento vai se materializar apenas e tão somente através algum conhecimento assimilado por nossos alunos ou mesmo quando simplesmente esbarramos com um deles na rua e provocamos aqueles sorrisos por serem reconhecidos fora do ambiente escolar.
FELIZ DIA DO PROFESSOR(A) a todos aqueles que exercem (ou já exerceram) tão nobre profissão, e que de alguma maneira possam ter (ou não) se identificado com o que acabo de escrever.

Paulo Sebastião Rodrigues
PROFESSOR

Cubatão, 15/10/2012

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